RockHard Brothers\o/

Ps: Não somos os Jonas Brothers, e nem parentes, mas Garanto que sou mais bonito.

domingo, 27 de abril de 2008

Um Faroeste Diferente Parte 1

Joaquim era um jovem imigrante. Vindo do Nordeste do País, ele já havia visto muitos lados da vida e sofrido bastante com a fome e a seca. Quando era pequeno vivia em conflito com seus irmãos pra ver quem ficava com o feijão e quem com a farinha, mas por ser o menor de todos acaba sempre ficando com a fome.

A Situação era difícil, mas ele não desistia, seu sonho era vir para São Paulo, trabalhar e poder almoçar todos os dias farinha e feijão. Um dia andando pela feira atrás de emprego, aproximou-se de uma barraca onde vendiam cd’s, e ficou maravilhado com a musica que tocava: Faroeste Caboclo. Ele ficou ali, sentado, durante 8 minutos ouvindo a Epopéia de João, e entre maravilhado e fascinado, concluiu que era aquela a vida que ele queria. Então decidiu ir comer as menininhas da cidade pra começar, mas por ser magrelo, e pouco dotado de beleza acabou falhando logo de cara.

Mas não eram alguns tapas que iriam desanimar nosso pequeno herói, afinal seus irmãos batiam bem mais forte pra roubar a comida do coitado. Seu próximo passo foi ir até a igreja e tentar descolar uns trocados. Ali ele conseguiu com sucesso, esperava a hora em que todos fechavam os olhos pra rezar e pegava o dinheiro necessário pra começar sua própria epopéia. Ao completar 15 anos, pegou todo dinheiro que havia conseguido com os dízimos e ofertas e comprou sua passagem para o Destino que desejava, e com uma trouxa de roupas amarradas em um graveto começou sua viagem pra São Paulo.

No Meio do caminho, em uma das paradas do ônibus, ele desceu pra ir ao banheiro, e quando foi tirar água do joelho, deixou sua malinha em frente a porta do sanitário e pediu pra ela vigiar a entrada, perante tamanha inteligência, tudo que ele tinha foi roubado.

Como ainda faltava muito pra alcançar seu destino, ele começou a pregar a palavra, pra ver se ganhava alguns trocados, Quem diria, que tamanha seria a ironia do destino; Tinha passado tanto tempo pegando trocados emprestados da igreja que havia aprendido muito sobre a religião ali, e essa foi sua salvação. Muitos ficavam com dó do pobre garoto e pensando que era retardado lhe cediam dinheiro pra se manter

Logo que chegou encontrou-se com um velho companheiro: a fome.

Sim, a fome o havia perseguido até São Paulo e continuava a torturar o pequeno Joaquim. Mas mesmo perante a sua trágica chegada, ele continuou firme. Não tão firme afinal a fome o deixava cambaleante e as vezes tinha alguns desmaios.

Após chegar foi procurar algum Boiadeiro, afinal era o que a musica dizia, mas ai estava outro fracasso, foi então que Joaquim caiu na realidade e foi fazer sua plantação.

Logo o novo oficio começou a render-lhe altos lucros, e assim ficou famoso, mas como não podia deixar de ser, arrumou um parceiro pra gerenciar a boca.

Negro Lee era uma mistura de Japonês com Negão, tinha os olhos puxados, alguns diziam que foi efeito retardado de tantas drogas, era do tipo de homem que adorava conversa, e sabia muito bem sobre como funcionava aquele meio, resumindo; a pessoa ideal pra ajudar Joaquim a gerenciar seu império Farmacêutico do Mal.

Negro Lee ensinava para Joaquim todos os macetes do Ramo, e Joaquim falava pra Negro Lee sobre Jesus. Era uma troca de informações valiosas, Negro Lee que só tinha ouvido falar do céu quando disseram que ele nunca iria pra lá, ficou boquiaberto com tudo que ouvia.

-Então Joa, a parada e a seguinte- Negro Lee começava a dialogar com o patrão pra lhe apresentar uma nova idéia. – A gente podia disfarçar a nossa empresa de igreja, que tu sabe comé’q’é, os cara que num sabe apreciar nosso comercio, fala que num é legal, daí o termo ilegal.

- Ochente, i desdi quando que nosso mercadinho é ilegal?

-Desde quando foi formado oras!

-Então tudo bem, mas mi exprica como é esse lance de fazer igreja!

Então Negro Lee começou a dar argumentos suficientemente convincentes pra qualquer um, mas ele sabia que não precisava explicar, afinal Joaquim não era de entender coisas, a não ser na prática.

Continua...

.Luke.

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