RockHard Brothers\o/

Ps: Não somos os Jonas Brothers, e nem parentes, mas Garanto que sou mais bonito.

sábado, 12 de julho de 2008

Serviço Militar

Fui na Junta Militar. No ano em que um garoto atinge a maioridade, deve ir ao começo do ano na junta militar mais próxima se alistar. É um tipo de ritual indígena moderno, só que nesse caso você só precisa pagar um dinheiro ao invés de sair pelo meio do mato tentando sobreviver. Você deve chegar lá as madrugadas, não entendo o motivo de ir tão cedo, mas deve ser pra aparentar rigidez. O primeiro desafio da minha jornada começou bem ali: Acordar cedo.

Tenho problemas com sono, e não vou negar que um coma de alguns meses viria a ajudar. Dormir dia e noite durante meses seguidos é um dos meus sonhos de consumo de fórum não sexual. Voltando a minha jornada, no começo do ano quando cheguei lá, eu tinha esquecido as fotos 3x4 e tive que ir buscar em casa.

Acho a maior sacanagem usarem fotos 3x4 pra documentos. É uma maneira desses governantes filhos da puta e feios levarem as pessoas bonitas a um nível parecido com o deles. Acredito que não haja ser vivo na face da terra que fique bonito nesse formato de foto, deve ser algum tipo de maldição do ângulo ruim.

Cheguei em casa às pressas, afinal aquele trabalho difícil e sacrificado dos militares acaba cedinho, então tive que correr, mas pro meu azar, não tinha fotos 3x4 em casa, e eu voltei ao centro pra tirar.

Tirei as fotos e como era de esperar não sai nem um pouco normal, um motivo pra ficar triste se isso não fosse geral pra seres humanos.

Voltei, na hora de entregar documentos, passar dados e toda essa burocracia, no final das contas pediram pra eu voltar lá pra jurar a bandeira no dia 13 de junho.

Dia 13 de junho eu não lembro ao certo o que fiz, mas lembro muito bem que não fui jurar a bandeira por que tinha esquecido dessa data importantíssima.

Uns 10 dias depois fui olhar no papel e eu estava atrasado pro compromisso com meu pais amado e querido. Como não gosto de estar em divida de quebrados, esperei completar um mês de atraso pra poder ir.

Falei com alguns amigos, todos foram na data, exceto um, o Boo.

Boo é um sujeito legal pra caralho, o conheci na primeira vez q tomei umas cervejas, foi ele quem me deu o primeiro copo. Boo atualmente é um cara em forma, mas já foi um pouco fofinho, e também é baixo. Resumindo: tem um físico perfeito para não ser chamado pra prestar serviço militar. Boo também bebe pra caralho, e acho que fuma. Um exemplo de quem não pode ser exemplo. Mas pelo seu atraso ele foi chamado.

Fiquei com receio de também ser chamado, meus amigos também pensaram que eu iria ser fuzilado, ou algo do tipo, e até eu fiquei com certo medo de não voltar, afinal ali tem diversos caras armados e treinados pra matar vagabundo, eu seria um alvo perfeito.

Cheguei por volta de 9 horas, apesar de que o horário são 7, o que me faz um cara atrasado no dia do atraso. Entrei, tinham mais alguns caras e eu decidi reparar o motivo, afinal se outro estivesse atrasado pra jurar bandeira, e fosse fuzilado, eu teria tempo de fugir, mas nenhum daqueles filhos da puta estavam, todos queriam pegar documentos, ou mudar o local. Como não tinha mais volta entrei, logo um senhor me chamou.

- O que é?

- É que eu não compareci no dia do juramento a bandeira.- falei mostrando o papel. Ele pegou o papel, olhou o nome e foi num livro ver se eu tinha sido chamado.

-Luke é?

-Isso mesmo.- se ele fizesse alguma piada de star wars eu ia ficar puto, mas dessa vez deixaria passar afinal tinham caras armados ali, e como eu disse não queria servir de alvo móvel.

-Bom...- disse ele foleando o livro- Você está dispensado. Compareça aqui dia 1º de setembro, com uma foto 3x4, e 1,38 centavos.

-Sim senhor.- respondi prontamente, e indo o mais rápido possível, afinal minha vida foi poupada.

Fiquei meio decepcionado, não por que esperava um filme de ação com vários tiros, sendo eu o personagem principal, mas pelo fato de que aceitaram o Boo e eu fui dispensado. Não sabia que o Boo ficava melhor que eu em fotos 3x4.

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Pré- Living The Life

Pessoal, a conversa agora é a seguinte, eu tinha um projeto, antes mesmo da formação do blog, a idéia era simples: eu ia narrar como foi uma semana de viagem que eu fiz ano passado. Teoricamente era fácil, na prática também, mas havia um fator predominante que me impediu de começar até agora; preguiça.

Ai você pensa: “Porra, que maluco mais vagabundo.”

Bom, não é bem por ai... Ta, talvez seja esse o caminho, mas o lance é que agora, com a carga horária de trabalho, escola diminuída, e o volume de álcool no sangue aumentado, eu criei coragem pra colocar o projeto no papel (leia-se Word) (eu pensei em escrever isso enquanto escovava os dentes) (é, a parada do “leia-se Word”). (agora que eu escrevi não pareceu tão engraçado, acho que devia ser o efeito da pasta de dente). (por falar em pasta de dente, uma vez fui tirar a barba, passei o creme no rosto todo, e comecei a sentir um cheiro de eucalipto forte e quando dei conta era a maldita pasta de dente).

Voltando ao assunto, depois de pensar, decidi que vou relatar aqui, como foi, e seu querido Luke já adianta: haverá muitas surpresas, reviravoltas miraculosas dignas de roteiros de novela mexicana, muitas emoções, e é óbvio, algumas conquistas.

O Tempo da História passa no decorrer de 8 noites e 7 dias, pretendo relatar de uma forma legal e agradável, para que durante minha Epopéia, todos fiquem contentes, felizes e sorridentes. Pretendo propor que meu amigo filho da puta, o Randy, também escreva como foi pra ele, já que o individuo estava presente.

A série será composta de provavelmente 8 capítulos, um pré e um pós, ou seja, será grande pra caralho, e se alguém quiser acompanhar vai ter que amar a leitura.

Por enquanto é só.

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terça-feira, 8 de julho de 2008

First Date

Pelo título da música vocês provavelmente pensaram: “Oba, um texto sobre blink!”. Pra quem pensou isso, Parabéns, você errou. Hahahahaha, enganei vocês!

Pronto, passou meu momento enganador sem graça do dia, agora posso prosseguir normalmente.

Era um dia normal, a noite estava bonita hahahaha. Pronto, parei com as piadas Idiotas

Conheci essa garota faz um bom tempo, e de um jeito bem peculiar. Naquela época era bem comum eu entrar em salas de conversa online quando não tinha o que fazer, às vezes hoje entro, mas pra fazer propagandas de sites pornôs inexistentes, mas isso é uma outra história.

Um belo dia estava no MSN, de jogando papo fora com um amigo, a falta do que fazer era grande, e perguntei o que ele estava fazendo, pra arrumar um assunto, e até algo interessante para fazer, ele me disse que estava conversando com uma amiga, foi nesse ponto que nossa amizade começou a ruir.

Sempre que um amigo seu disser que está falando com uma amiga, nunca, jamais, peça o MSN dela. A palavra “amiga” para um adolescente em plena puberdade tem o mesmo sentido de “provável chance de sexo”. E no caso dele não era diferente, ambos devíamos ter por volta de 13 anos ou 14, e era evidente que todo cara nessa idade quer comer todo mamífero vivo que ande pela face da terra.

Adolescentes são incríveis, seles têm capacidade de conotar um sentido sexual a coisa mais broxante e desestimulante da terra. Tais seres são viagras em tamanho família e conseguem ficar de pau duro só de ver uma mulher.

Lucas não tinha muita sorte, isso não era só com as mulheres, era em geral, e começava pelo fato de ser meu amigo, o que já é prova de muito azar. Ele sem cerimônias passou, mas sem me dizer que tinha um afeto especial pela garota, mas acredito que mesmo se ele me falasse que tinha, o resultado seria igual. Fui conversar com a tal garota, ela chamava-se Barbara, pra falar a verdade, não lembro quase nada da conversa, apenas que ela pagou um pau pra mim, o que não era nada inesperado. (haha, como sou convencido)

Lembro apenas que no fim da conversa, marcamos um encontro pro sábado da semana seguinte no Tatuapé, iríamos pegar um cinema, andar um pouco, conversar, sabe... aquelas desculpas pra quem quer se agarrar sem motivo.

Os problemas começaram ai, pra minha idade, eu era um tanto tapado nessas coisas de andar, eu não sabia ir ao Tatuapé sozinho, meu mundo terminava nos limites entre a escola e o clube, era uma vida cruel aquela de estudante... Bom, eu não quero falar disso.

O ponto principal, é que eu precisava de alguém pra ir comigo, e não era só isso, eu também queria meter a mala, mesmo que pouco, só pra não parecer menor do que meu ego era. Decidi ligar pro Japa, afinal ele sempre foi meu amigo, e sabia andar bem mais do que eu.

-Alo, japa? Tudo certo cara?
-Ahhh é você mano, o que você quer?
-É o seguinte, eu arrumei um encontro com uma mina, e ela quer levar uma amiga, é lá no Tatuapé, pegar um cine, dar uns amassos, você sabe, topa ir?
-Eu passo cara.
Notei que o Japa não parecia tão feliz, e como sou alguém solidariamente idiota, para o meu azar perguntei o que ouve.
-Aconteceu alguma coisa Japa, vc parece meio desanimado...
-O Ramon me contou mano.
-Contou o que?
- Que você ficou cantando a minha musiquinha seu filhu da puta!

Naquele ano a maldita³ professora de artes resolveu passar aquele trabalho imbecil, em que todos deveriam escolher uma musica, pegar o ritmo e alterar a letra. Nessa empreitada, eu e meus amigos fizemos uma musica zuando o Japa e sua cabeça superdotada, o ritmo era inspirado em Eduardo eu Mônica do Legião. Para ironia do destino o Japa estava no nosso grupo, e eu cheguei a pedir pra ele ajudar a escrever a musica pra zuar ele. Até hoje dou risada. Levamos violões pra tocar a musica, uma verdadeira superprodução. O Fogão que era do outro grupo também fez uma musica zuando o Japa, mas a nossa definitivamente estava melhor, no em tanto, o final não foi o esperado, aquela professora maldita viu o Japa chorar e nos deu zero, na época desejei que ela tivesse câncer no anus.

-Mas o Ramon que pediu pra eu cantar!
-Não importa, você cantou mesmo assim.
-Mas nem foi por maldade Japa.
-Foda-se mano.

Então o Japa desligou na minha cara, eu entendi por que, aquela musica lhe trás a tona maus momentos até hoje. Decidi ligar pro Ramon. Não pra esclarecer as coisas, mas pra chamar ele já que o japa não queria.

-Alô Ramon!
-Fala mano!
-Seu filho da puta, você disse pro Japa que eu tava zuando ele!
-É, escapou sem querer, foi mal.
-Há, ta beleza. Mas então cara, vai rolar um encontro eu uma mina, e a amiga dela vai junto e pediram pra eu levar um amigo, Topa ir?
-Quando?
-Esse sábado, lá no Tatuapé as 14:30, então, vai?
-Firmeza, eu vou, mas é certeza que a amiga dela vai né?
-Claro, ela mesma que disse!
-Então combinado!
-Ah, mais uma coisa, eu to querendo comprar um tênis novo, vamos ao Aricanduva quarta?
-Beleza, eu quero ir comprar umas camisetas mesmo!
-Então eu passo ai Quarta.
-Tá certo, falo!

Pronto, eu havia encontrado um guia pra me levar até meu objetivo, é claro que pra isso eu contei uma pequena mentirinha. Era pequena mas incomodava, parecia uma pedra no sapato, ou na cueca mesmo: a Bárbara não tinha pedido pra eu levar um amigo. Mas eu não iria deixar o Ramon na mão, então liguei pra ela, pra resolver aquele pequeno problema.

-Alo, Babi?
- Oi Luke, tudo bom?
-Claro, e com você?
-Bem também, ainda ta de pé né?
-Claro, só de pensar em você já levanta!
-Hahaha, não isso seu bobo, o nosso encontro!
-Ah isso, também ta, mas eu queria te pedir um favor.
-Qual?
-Tem como você levar uma amiga? É que um amigo meu vai junto!
-Tá certo, eu vou procurar alguma pra ir.
-Valeu, beijão!

Pronto, agora eu e o Ramon iríamos nos divertir, eu sabia que o Ramon tinha aceitado só por que ia rolar mulher, quando fui falar com ele eu já sabia disso, e foi exatamente por isso que falei, Ramon não era dos mais pegadores, pra ser sincero, ele não era dos pegadores, e a oportunidade de tentar era algo indispensável pra ele.

Cheguei na casa do Ramon e chamei ele, pegamos uma lotação pro Aricanduva, conversamos sobre idiotices, não falei muito sobre a garota “dele” afinal nem tinha ainda, então evitei o assunto o tempo todo. Fomos nas lojas, eu tinha levado pouco dinheiro, 220 pra escolher um tênis, mas era o suficiente, plasma estava na moda naquela época, quando chegamos na loja o vendedor perguntou o que nos queríamos ver, eu na hora respondi sorridente:

-Um Globe!!!
-Ótima escolha mano! Qual seu nome?
-Ramon
-E o seu?
-Luke.
-Nome da hora, seu pai curte Star Wars?
-Filho da Puta!
-HAHAHAHA, é zuera rapaz! Vamos entra na loja e escolher um boot pra você!

Vendedores de lojas de surf me dão medo até hoje. Com seu linguajar intimidador, roupas caras na mão, e te intimidando a comprar, em cima de você durante todo o tempo. Você entra e se tiver dinheiro...bom, não tem mais. Rafael trouxe um Globe azul e cinza, tinha adorado, infelizmente estava fora do meu orçamento atual, na época custava 320, faltava 100 ainda, mas foi então que minhas mentiras começaram a render bons frutos.

-Então Luke, vai levar o boot? Olha que esse é costurado com fibra de nylon de pára-quedas.- Porra, pra que serve um tênis costurado com fibra de nylon de pára-quedas? Na época eu não pensei isso, eu me imaginei pulando de um avião, e de repente eu estava sem pára-quedas, mas espere, eu tinha um globe, e ele era costurado com fibra de nylon de pára-quedas, e então um pára-quedas saia da sola do tênis. Pareceu-me algo plausível, e na hora uma boa idéia, mas ainda acho que seria um bom comercial.
-Vai ficar pra mais tarde, ta faltando uma grana ainda.
-Quanto falta?- perguntou Ramon.
-Falta 100 mano!
-Eu empresto pra você!- O que mulher não faz? Fez eu mentir pro Ramon, fez o Ramon abrir a mão e me emprestar dinheiro, faz milagres...
-Sério cara?
-Claro, é só você me pagar depois.
-Mas ai a gente vai gastar tudo e ter que voltar a andando!
-Eu faço o desconto na passagem de vocês!- aquele Rafael queria vender mesmo...
-Então formou!

Fomos pra casa felizes, uns mais do que outros.

Chegado sábado, eu estava sem dinheiro, tive que apelar pro meu velho, ele perguntou pra que eu queria mais dinheiro, da ultima vez eu disse que era pra comprar um violão, e o que eu tinha era um tênis caro no pé. Contei pra ele que ia sair com uma garota, e como todo bom pai, o velho me cedeu a grana pra fazer a festa, foi a ultima vez que ganhei dinheiro dele.

Cheguei na casa do Ramon por volta das 1 da tarde, ele ainda não estava pronto, e só tínhamos 1 hora e 30 minutos pra chegar no shopping Tatuapé. Eu estava um pouco nervoso, e o Ramon calmo demais pro que eu esperava, em pouco mais de 10 minutos ele chegou, tinha passado um creme no rosto, pra atenuar as espinhas, ele me perguntou se já tinha saído, eu tentei segurar o riso ao máximo, afinal não era sempre que eu teria a oportunidade de ver Ramon andando com a cara rosada mundo afora, eu disse que tinha saído e fomos embora. Pegamos o Ônibus, e partimos em direção a nosso destino, eu imaginava como seria, cada um com sua garota... a Bárbara ainda não tinha confirmado se levaria uma amiga, mas eu confiava nela. Quando chegamos na Avenida rio das Pedras recebi uma mensagem, peguei o celular pra ver e era Bárbara, o conteúdo da mensagem eu lembro até hoje:

“Luke, talvez eu me atrase um pouco, mas é pra esperar que eu vou, e ah, eu não consegui arrumar uma amiga pra ficar com seu amigo, desculpa ta. Bjo”

Aquela noticia abalou meu mundo, olhei pro lado, Ramon sorria feliz, e seus olhos tinham um brilho especial, um brilho que diziam “MULHER”. Como dizer para meu guia, no meio do caminho que não ia rolar pra ele? Foi então que essa resposta caiu do céu:

-Quem era?
-A Bárbara.
-O que ela queria?
-Disse que vai se atrasar um pouco.
-Algo mais?
-Não, só isso mesmo.

Eu sei que ocultar os fatos foi errado, mas como ele ia ficar se eu falasse? Era bem melhor deixar ele descobrir na hora e esperar a raiva passar vendo filme. Foi a decisão que tomei e não me arrependo.

Chegamos ao shopping e subimos pra esperá-la, eu encostei na escada e fiquei desligado, enquanto Ramon atentamente perguntava se eram elas a cada duas garotas que ele via andando sozinhas. Eu não dei muita atenção, preferia me concentrar no que dizer, coisa de adolescente.

Foi então que uma garota veio andando em nossa direção, quem avistou foi Ramon e me deu um toque, ela chegou e me deu um beijo no rosto.Bárbara era morena, uma pouco mais baixa que eu, olhos castanhos claros e cabelo ondulado longo, e tinha um corpo bonito, fiquei satisfeito, em seguida eu apresentei Ramon a ela, mas o que me chamou a atenção foi que havia sim uma amiga ali. Ela veio logo atrás e nos cumprimentou, era uma linda ruiva, um pouco menor que a amiga, cabelos curtos, e toda “tunada”. Ahhh Ramon filho da puta, não acreditei que tinha arrumado uma mina daquela pra ele, acho que ele até cogitou em perdoar a divida quando viu a ruivinha. Eu pensei em sugerir uma troca, mas não daria tempo. Fomos em direção a bilheteria escolher um filme, Bárbara segurava minha mão, e o Ramon tentava segurar-se ao chão pra não voar de alegria. Na fila tinha um Japonês esperando, a ruiva foi e segurou a mão dele, e então eu entendi que não havia amiga, fiquei até aliviado, coisa que Ramon não ficou sem sombras de duvidas, naquele momento ele deve ter cogitado uns juros de 10% no empréstimo.

-Qual filme iremos assistir?- perguntou Bárbara.
-Eu sugiro Bob esponja!- eu realmente queria ver aquele filme.
-Mas o horário não coincide, vai demorar pra próxima sessão.- é a ruivinha estava certa.
-Então Os Incríveis?- Japonês tapado, eu deveria ter feito ele pagar aquele filme.
-Por mim tudo bem- Bárbara e a ruivinha deram o veredicto, iríamos ver os Incríveis.

Ramon estava no canto tentando entender o que aconteceu, aquilo não entrava na sua cabeça, pra ele a conta sempre foi 2 + 2= 4, mas ali tinham 5, e pra conta dar certo alguém ia ficar de fora, mas ele não aceitava que esse alguém era ele.

Compramos as entradas e fomos pegar pipoca, perguntei se bárbara queria e ela disse que não, o japa também não comprou, o único que quis foi Ramon, e fez bem em ter comprado, afinal aquela seria sua única companhia durante o filme inteiro. Assim que entramos na sala

Escolhemos fileiras, o japa e a ruiva ficaram na fileira a frente da minha, Bárbara sentou no canto e eu ao lado dela, um banco vazio e Ramon e seu saco de pipocas e sua coca.

Começou o filme e as coisas rolaram fáceis, em pouco tempo eu já tinha usado a mais clássica estratégia de cinema, simulei um bocejo, levantei os braços, e coloquei sob os ombros dela. Todo homem sabe que isso sempre funciona, e toda mulher sabe que nós sempre vamos fazer isso, até hoje não entendo como funciona, e como elas aceitam, mas até hoje eu faço e não sei por que continuo com isso. Eu dei umas cantadas, não acho que foram ruins, afinal funcionaram, mas não acho que usaria de novo.

-Quanto tempo de duração tem o filme?- perguntei já sabendo a resposta dela e com uma resposta pronta.
-Duas horas, porque Luke?
-Ótimo, tenho só com você!
-Ai como você é bobinho.

O que seguiu a partir daí foram cantadas do mesmo nível, até que ela olhou pra mim e fechou os olhos, então rolou um beijo, foi engraçado, que durante o beijo, eu me preocupei com coisas como “Droga, ela que deu a iniciativa” e também “será que eu beijo bem?”. Preocupações normais, creio eu. Fiquei um tempo sorridente ate a hora em que perguntei se ela estava com sede, ela afirmou cm a cabeça, deve ter pensando que eu como cavalheiro que sou, iria gentilmente comprar algo pra ela beber. Bom, eu acho que faria isso se Ramon não estivesse lá.

-Ramon, me dá um pouco de Coca?
-Vai comprar seu cuzão!!!- a fúria do meu amigo era visível.
-A Bárbara que pediu!
-Então manda ela comprar!
-Eu te compro 2 litros de coca quando a gente sair beleza?
-Não vai esquecer...

E Ramon cedeu a coca, entreguei pra Bárbara e em seguida retornei pro meu amigo e acrescentei:

-Ela beija bem!
-Vou te matar quando sairmos daqui.

Terminado o filme, saímos todos juntos, pra variar uns mais contentes que outros. Eu ia desfilando com Bárbara enquanto via outros caras sozinhos sentados olhando. Sinto-me um filho da puta todas as vezes que lembro, mas já acostumei com a idéia. Fomos até o Mc, as meninas foram juntas ao banheiro, provavelmente comentar sobre o desempenho individual do seu respectivo par, e para nós homens, era chegada a hora de se vangloriar, exceto o Ramon.

-Caras, vamos tomar algo, que eu fiquei sem beber nada lá, to na maior seca.- falei enquanto nos encaminhávamos pra fila.
-Que nada, quem ficou na seca aqui foi outra pessoa.- disse o Japa olhando para meu amigo. Japonês filho da puta, nem conhecia o Ramon e já estava zuando ele.
-HAHAHAHA é mesmo!!!-concordei sem pensar.

Nisso, enquanto tomava minha coca as meninas voltaram, ficamos mais um tempo juntos e decidimos ir embora. Despedi-me com um beijo e parti. Eu e Ramon descemos até o ponto em silencio, provavelmente por que um amigo do Ramon havia morrido naquele cinema, ou pelo menos a amizade.

-Luke, você me enganou!
-Eu não te enganei não.
-É claro que enganou, você me disse que ela traria uma amiga
-E ela trouxe
-Mas não pra ficar comigo.
-Mas eu não tenho culpa, bate no Japonês se você quiser.
-Vou bater em você!!!
-Tudo bem, eu te dou 3 Litros de coca e fica tudo certo?
-Vá se foder, nunca mais saio com você.

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sexta-feira, 4 de julho de 2008

Coisas de Homem

Em Meio a um papo entusiasmado, Jery conversava com mais uma pessoa sobre seriados norte-americanos. Jery era o tipo de homem, que não gostava de toda aquela enrolação sentimental, esse papo “lenga lenga” pra ele era coisa de viado. E em partes estava certo, sempre protegeu seu ponto de vista, pra ele um bom fim de semana era o que fosse passado com alguma garota, em um sofá cômodo em frente a uma Tv, nos intervalos entre sua sessão favorita de filmes poderia rolar um bom sexo. Óbvio que era difícil encontrar uma garota que apreciasse os mesmos filmes que ele, mas sempre tinha alguma para aturar os seus clássicos favoritos. Vira e meche, alguma maluca se dispunha a assistir uma matine de Exterminador do Futuro, ou outros filmes do Schwarzenegger (menos os infantis, aquela era a vergonha do Exterminador, mas todos tinham fases ruins) ou os filmes do Steven Seagal, e com sorte alguma coisa do Van Dame, mas o favorito de Jery era Rambo. Ver um brutamontes trucidando cidades pra ele era o máximo, ele sentia como se estivesse no filme, derrubando Helicópteros com flexas, achava tudo aquilo o máximo. Dificilmente alguma garota chegava ao Rambo 3, mas as que passassem daquele ponto, Jery presenteava com o máximo que podia dar, ou fazia elas darem ao máximo.

Na Boate em meio ao papo ele pergunta:

-Então, o que você gosta de ver?

- Ah, atualmente gosto dos seriados de tv.

-Quais seriados?- pergunto Jery entusiasmado.

- Bom, One Tree Hill, The O.C, House, sabe, coisas assim, dramas e romances.

-Caralho, que porra é essa?

-Hã?

-Hoje a tv está uma porcaria, e pessoas como você, ainda contribuem!

-Eu não estou entendendo.

-É isso que você ouviu, esses malditos americanos, deixaram de lado as boas séries, ou as séries que poderiam ser boas, pra dar espaço a essa viadagem toda.

-Do que você está falando?

Jery tinha ficado revoltado, as séries que ele achava mais boiolas estavam com tudo, enquanto Rambo estava perdendo o espaço, ele estava cansado das comédias românticas terem cada vez mais espaço nos cinemas, e agora na tv também.

-Começou com Smallville. Eles transformaram o Super-homem num adolescente frescurento. Porra, o Super-homem devia ser Super, e não viado, fizeram uma das melhores histórias em quadrinhos virar uma malhação norte-americana. E Agora você vem e me fala que gosta de The O.c? o Único seriado americano realmente foda é Supernatural. Apesar do Sam ser meio mulherzinha, ainda assim é bom. Dois irmãos, na estrada, com seu Chevy Impala, matando tudo quanto é tipo de monstro ao som do melhor Rock And Roll.

Jery deu uma pausa e continuou

-Isso sim é coisa de homem, e não essas Boiolices de The O.C.

-Acho que você esqueceu de uma coisinha.

-O que?

- Eu não sou homem.

-É mesmo... Bom, você tem planos pra hoje à noite gata? A gente podia assistir um Rambo...Ou The O.C...o que eu não faço por você né?

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quinta-feira, 3 de julho de 2008

Porras nenhumas

Bom, hoje decidi tirar o dia pra escrever idiotices, isso não é algo raro, mas se olhar pelo lado de que essa é a primeira vez que começo a escrever sem ter algo em mente, então isso é raro. Geralmente eu penso em alguma piadinha idiota e boba, e crio todo um mundo e um texto acerca dela, o que deveria fazer de mim um grande escritor, mas acho que devo começar e plagiar alguem como o Tal do paulo coelho que vivem dizendo que é plagiador, ou o Dan Brown que é auto-plagiador (esse realmente eu sei, mas não vou colocar isso em um parenteses, vou fazer um paragrafo pra falar do cara)

Pra começar, eu li e tenho 3 livros dele, e quem leu sabe que ele é um ótimo escritor,e sabe tornar um livro em um filme, mas o engraçado em ler um, é que você só precisa trocar alguns nomes que você leu outro. O Incrivel é que ele consegue se auto-plagiar. Bom, uns tem talento, outros também, e outros copiam o próprio talento.

Voltando ao assunto porra nenhuma, seria legal ressaltar que enquanto escrevo o texto estou ouvindo uma musica de "corno". Musicas assim não combinam comigo (pelo menos não que eu saiba). Descobri recentemente que Rock Rocket tem musica de corno. Nesses caras que vive o rock and roll nacional, se é que esse existe, mas eles pelo menos n]ao tem essa viadagem atual de "emocore", nada contra quem curte, maaaaaass, convenhamos que aquelas musicas, não são feitas para homens ou mulheres que estejam fora do estado depressão.

Voltando ao assunto porra nenhuma, hoje tirei o dia pra dar um role de skate com meus amigos, somos todos ruins, mas a parte legal foi jogar power rangers de super nintendo e ir até o chefe final (que é dificil pra caralho).

Bons tempos aqueles do super nintendo, até desanimo com essas novas gerações de video-games... não que eu jogue ainda, afinal sou um cara maduro e não brinco com essas coisas, mas ninguem aqui deve estar querendo ler, sobre essas porras que eu escrevi. Então você pergunta "Porra Luke, qual o objetivo de toda essa enrolação?"

Eu digo, visitem o Blog diariamente, e aumentem a autoestima, e permitam que eu continue metendo a mala =D

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